A história da Sociedade Musical Banda Lanhelense começou a ser escrita em 1850, mas foi graças à visão e ao trabalho incansável de figuras como João Costa e Silva (o “Tio João Garrano”) e António Rosas, que se tornou uma das principais embaixadoras culturais do concelho de Caminha.
Pela Banda passaram ilustres maestros como, por exemplo, João José da Costa ou o José Alves, conhecido como Tenente Alves, que a dirigiram até aos anos 70. Posteriormente, a direção musical da Banda de Lanhelas esteve ao encargo do maestro José Pedro e do maestro Mota Gomes. Esteve, ainda, sob a direção de dois maestros espanhóis, César Nuñez Pérez e Feliciano Monteagudo, e outros dois portugueses, Márcio Pereira e Estefânio Cunha. Atualmente, a Banda Lanhelense é constituída por 70 músicos e está sob a direção do maestro César Nuñez Pérez, natural de Salceda.
Orgulhosa do seu passado e voltada para o futuro, a Banda Lanhelense aposta fortemente na formação através da Escola de Música João Costa e Silva, que integra cerca de 30 alunos e 7 professores, distribuídos pelos vários instrumentos e pela formação musical. Em 2017, os alunos da Escola de Música formaram uma Banda Infantil.
Ao longos dos anos, foram várias as atividades desenvolvidas, desde a participação em romarias, procissões, concertos, encontros de bandas, concursos, geminações de municípios, gravações, receções oficiais, homenagens e atos solenes. De todas as festividades e eventos culturais, destacam-se, em 2016, o Concerto “Vaia Banda” com o grupo Odaiko Percussion Group; em 2019, a participação no Festival EDP Vilar de Mouros e, ainda, a participação no XX Certamen Internacional de Aranda del Duero; em 2021, o Concerto “Entre Fronteira, Minho – o rio que nos aproxima”, que contou com a colaboração de dois cantores, Tania Esteves (Portugal) e António Barros (Galiza); em 2022, a participação no “Encontro de Bandas Filarmónicas” na Casa da Música (Porto), bem como a atuação no “XV Festival Hispano-Luso de Bandas de Música y Ensembles de Viento” (Zamora); em 2023, a participação no XVI Encontro de Bandas da Cidade de Rio Tinto (Porto); em 2024, a participação no Festival de Bandas em Allariz.
Em anos anteriores, a Sociedade Musical foi igualmente responsável pela organização da Orquestra Sinfónica do Alto Minho e da Banda Sinfónica do Alto Minho, trazendo a Lanhelas músicos oriundos dos mais variados pontos de Portugal e de Espanha.
Estes 175 anos de história estão agora reunidos num museu que guarda a memória da Banda. Desde os primeiros instrumentos até às partituras escritas à mão, cada objeto conta uma parte desta longa viagem. Mas a Banda não vive só do passado: mantém-se ativa, renovando o seu repertório e dando concertos com vários artistas, o que a torna uma parte importante da cultura local. É através deste trabalho que a Banda Lanhelense continua a encantar e a ensinar novas gerações, mostrando uma paixão pela música que dura quase há dois séculos.

